Guia de resolução de problemas para roteamento multicast IP no switch Omada Pro
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Etapas de resolução de problemas
Caso 1. O serviço multicast L3 sob demanda não está disponível ao configurar o PIM-DM.
Caso 2. O serviço multicast L3 sob demanda não está disponível ao configurar o PIM-SM.
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Este artigo fornece orientações para a resolução de problemas relacionados a erros de multicast sob demanda de Camada 3, com base nos modos PIM-DM e PIM-SM.
Requisitos
Introdução
O PIM (Protocol Independent Multicast) é independente de qualquer protocolo de roteamento unicast específico. Ele não precisa manter informações de roteamento unicast especiais, mas usa diretamente as informações da tabela de roteamento unicast para realizar uma verificação de encaminhamento de caminho reverso (RPF) em pacotes multicast. Se a verificação for bem-sucedida, cria uma entrada na tabela de roteamento multicast para encaminhar os pacotes. Atualmente, os switches de Camada 3 suportam tanto o Modo Denso PIM (PIM-DM) quanto o Modo Esparso PIM (PIM-SM). O PIM-DM é adequado para redes pequenas com receptores multicast densos; o PIM-SM é mais complexo e adequado para redes de grande escala.
O IGMP (Internet Group Management Protocol) faz parte do conjunto de protocolos TCP/IP e é usado para o gerenciamento de associações a grupos multicast IPv4. O IGMP é utilizado para estabelecer e manter a associação entre o host receptor e seus roteadores multicast diretamente conectados, por meio da troca de mensagens IGMP.
O roteamento multicast de Camada 3 requer a implementação de PIM e IGMP na rede. O PIM precisa ser implementado em todo o domínio multicast de Camada 3, enquanto o IGMP deve ser configurado nos roteadores conectados aos receptores finais.
Etapas de resolução de problemas
Caso 1. O serviço multicast L3 sob demanda não está disponível ao configurar o PIM-DM.
Para ajudar a compreender a resolução, apresentamos o resumo do princípio do PIM-DM (Inundação - Poda - Enxerto):
- Inundação (Flood): Após receber o fluxo de dados, o roteador PIM conectado à fonte inunda o fluxo para todo o domínio PIM-DM, permitindo que todos os roteadores obtenham as informações da fonte.
- Poda (Prune): Se nenhum membro do grupo multicast estiver conectado a um roteador PIM, ele notifica o roteador upstream para interromper o encaminhamento para aquele segmento.
- Enxerto (Graft): Quando um cliente se conecta, o roteador envia uma mensagem de enxerto para reativar o fluxo de dados multicast ao longo da árvore de caminhos mais curtos.
Como mostrado na figura abaixo, quatro switches Omada formam uma topologia multicast L3 típica. O servidor está no segmento 172.19.1.0/24 e o cliente no 172.16.1.0/24. É necessário o serviço multicast L3 para que o cliente receba os dados.

|
Dispositivo |
Interface |
Endereço IP |
VLAN |
|
EU TENHO O NÚMERO 1 |
1/0/1 |
172.16.1.1/24 |
100 |
Passo 1. Verifique a conectividade entre o servidor multicast e seu roteador PIM diretamente conectado.
O IP do servidor e a interface do roteador PIM devem estar no mesmo segmento. Use show ip route; o prefixo da rota deve ser "C" (conectado). No exemplo, o DUT#4 é o roteador da fonte.

Passo 2. Certifique-se de que todos os segmentos de rede no domínio multicast sejam alcançáveis via unicast.
O PIM usa a tabela unicast para o RPF check. Se um roteador não alcança um segmento, o fluxo multicast será descartado. Verifique se todos os roteadores têm rotas para as VLANs 100, 101-104 e 200.
Passo 3. Garanta que a vizinhança PIM entre os roteadores esteja normal.
Os fluxos só são encaminhados entre vizinhos PIM. Use show ip pim neighbor para validar.
Passo 4. Certifique-se de que a interface do cliente tenha IGMP e PIM habilitados.
A interface deve atuar como IGMP querier para gerenciar as solicitações dos hosts. Use show ip igmp groups interface para ver se o grupo foi criado corretamente.
Caso 2. O serviço multicast L3 sob demanda não está disponível ao configurar o PIM-SM.
O PIM-SM é recomendado para redes maiores pois utiliza um Ponto de Encontro (RP) para evitar a inundação constante de largura de banda do modo denso. O processo envolve:
- Fase 1: O cliente recebe o fluxo através da RPT (Árvore do Ponto de Encontro).
- Fase 2: O roteador do cliente migra para a SPT (Árvore de Caminho Mais Curto) para otimizar a rota diretamente para a fonte.
Na topologia abaixo, o DUT#2 é o BSR e o DUT#3 é o RP.

Passo 1. Verifique se as informações de BSR e RP são consistentes em todos os roteadores.
Use show ip pim bsr-router e show ip pim rp mapping. Todos os dispositivos no domínio devem concordar sobre quem é o RP para os grupos multicast utilizados.
Conclusão
Seguindo estas etapas, você poderá diagnosticar falhas comuns em redes multicast de Camada 3. Para configurações avançadas, consulte o manual completo do seu switch Omada Pro.
Para detalhes sobre cada função, acesse a Central de Downloads e baixe o manual do produto.