Como configurar o RIP em switches Omada L3 através do controlador Omada

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Configuration Guide
06-26-2024
15051

Conteúdo

Objetivo

Requisitos

Introdução

Configuração Básica do RIP

Configuração de Sumarização de Rota

Configuração de Redistribuição de Rota

Verificação

Conclusão

FAQ

 

Objetivo

Este guia apresenta como configurar o recurso RIP em switches Omada L3 via Omada Controller.

Requisitos

  • Omada Controller (Software Controller / Hardware Controller / Cloud Based Controller, v5.9 e superior)
  • Switches Omada L3

Introdução

O RIP é um protocolo de vetor de distância que utiliza a contagem de saltos (hop count) como métrica. Comparado ao OSPF, o RIP não possui as capacidades precisas de cálculo de caminho. Em redes de grande porte, o OSPF apresenta melhor desempenho e escalabilidade. Portanto, o RIP é usado principalmente em redes menores, como redes de campus ou redes regionais mais simples.

No entanto, a configuração e o gerenciamento do OSPF são complexos, exigindo conhecimentos e habilidades profissionais em redes. Ele também gera e atualiza uma grande quantidade de informações de roteamento, consumindo muita largura de banda e recursos de processamento. O RIP, em comparação ao OSPF, possui uma quantidade menor de cálculos e atualizações, impactando menos a carga da rede.

O RIP é um Protocolo de Gateway Interno (IGP) executado dentro de um sistema autônomo.

Principais funções do RIP:

  • Manutenção automática das informações de roteamento da rede: O RIP atualiza e mantém a Base de Informações de Roteamento (RIB) e a Base de Informações de Encaminhamento (FIB) com base nas informações de RIB recebidas de roteadores vizinhos.
  • Reroteamento rápido: Quando existem múltiplos caminhos para alcançar uma rede de destino, caminhos primários e de backup podem ser configurados. Quando o caminho primário falha, o roteamento pode mudar rapidamente para o caminho de backup. Os switches Omada atualmente não suportam BFD ou reroteamento rápido.

O RIP funciona apenas dentro do sistema autônomo, enquanto os Protocolos de Gateway Externo (EGPs) são usados entre sistemas autônomos. Dentro do mesmo sistema autônomo, múltiplos IGPs podem coexistir, e o RIP pode introduzir informações de roteamento de outros IGPs, como rotas OSPF.

Na tabela de roteamento, rotas geradas por diferentes protocolos ou rotas diretamente conectadas têm prioridades diferentes. Quando existem rotas de múltiplos protocolos, a tabela de roteamento é atualizada com base nas prioridades padrão ou configuradas manualmente (números menores indicam maior prioridade). A prioridade padrão é a seguinte:

No Omada Controller, a configuração via interface gráfica (GUI) para RIP não é suportada, e você precisa configurar o RIP através do módulo Configuração de CLI (CLI Configuration).

Nota: Ao desativar o RIP, as configurações relacionadas serão limpas. As configurações só têm efeito quando o RIP está habilitado.

A configuração pode ser dividida nas três partes seguintes:

  • Configuração básica: Habilitar o RIP em segmentos de rede específicos.
  • Sumarização de Rota: Se houver múltiplos segmentos de rede contíguos, eles podem ser agregados em uma única rota, reduzindo o número de entradas na tabela.
  • Redistribuição de rota: O RIP pode redistribuir rotas geradas por outros protocolos de roteamento e anunciá-las aos roteadores vizinhos.

Configuração Básica do RIP

Conforme mostrado na topologia, o requisito deste cenário é habilitar o RIPv2 em todas as interfaces do Switch A e do Switch B.

 

Configurações de interface VLAN do Switch A e Switch B são as seguintes:

Switch A

Switch B

Interface VLAN 100: 1.1.1.1/24

Interface VLAN 100: 1.1.1.2/24

Interface VLAN 102: 5.1.1.1/24

Interface VLAN 101: 7.1.1.1/24

 

Interface VLAN 102: 8.1.1.1/24

 

Passo 1. Faça login no Controller, vá em Site Settings > CLI configuration > Device CLI. Clique em Create New Device CLI Profile.

Passo 2. Crie o template CLI para o Switch A conforme abaixo:

router rip

network 1.1.1.1

network 5.1.1.1

 

 

Clique em Next e escolha o Switch A.

Passo 3. Crie o template CLI para o Switch B conforme abaixo:

router rip

network 1.1.1.2

network 7.1.1.1

network 8.1.1.1

 

 

Clique em Next e escolha o Switch B.

 

Configuração de Sumarização de Rota

A sumarização de rota refere-se à agregação de rotas para múltiplas sub-redes contíguas em uma única rota. Por exemplo, as entradas 10.1.1.0/24, 10.1.2.0/24 e 10.1.3.0/24 podem ser agregadas em 10.1.0.0/16. Isso reduz o tamanho da tabela de roteamento e o tráfego de rede.

 

Configurações de interface VLAN para este cenário:

Switch A

Switch B

Interface VLAN100: 1.1.1.1/24

Interface VLAN100: 1.1.1.2/24

Interface VLAN101: 5.1.1.1/24

Interface VLAN101: 10.1.1.1/24

Interface VLAN102: 6.1.1.1/24

Interface VLAN102: 10.1.2.1/24

Passo 2. Execute os seguintes comandos para habilitar o Auto Summary no Switch B.

router rip

auto-summary

 

 

Configuração de Redistribuição de Rota

Se o roteador executa RIP e outros protocolos como OSPF ou rotas estáticas, você pode configurar o RIP para introduzir essas rotas. Os switches Omada atualmente suportam a redistribuição de OSPF, rotas estáticas e rotas diretamente conectadas.

Passo 2. Execute os seguintes comandos no Switch A para redistribuir rotas diretamente conectadas via RIP com métrica 3.

router rip

redistribute connected metric 3

 

 

Verificação

Verificação da Configuração Básica do RIP

Passo 1. Vá em Tools > Terminal, selecione Switch e abra o terminal SSH para os switches A e B.

Passo 2. Insira os comandos para verificar as informações de roteamento:

en

show ip route

 

Tabela de roteamento do Switch B:

Conclusão

Este foi o guia de configuração para o protocolo RIP em switches Omada L3 via Omada Controller.

Para mais detalhes, visite o Centro de Downloads para baixar o manual do seu produto.

FAQ

1. Quais as diferenças entre o RIP padrão, RIP v1 e RIP v2?

Resp: A Versão 1 envia e recebe apenas pacotes RIP v1 por broadcast. A Versão 2 pode receber pacotes v1 e v2, mas envia apenas pacotes RIP v2 por multicast ou broadcast.

2. Quais as vantagens do RIP-2 em relação ao RIP-1?

  • Suporta marcação (tagging) de rotas externas.
  • Suporta sumarização de rota e CIDR.
  • Suporta envio de atualizações via multicast, reduzindo o consumo de recursos.
  • Oferece autenticação por texto simples ou MD5 para maior segurança.

 

3. Podemos usar RIP sobre um túnel GRE?

Resp: Sim, o GRE pode ser usado como um túnel de transporte para pacotes do protocolo RIP; todas as atividades normais do protocolo podem ser executadas através de túneis GRE.

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